terça-feira, 31 de maio de 2016


A postura vegana e a espiritualidade


Sim, a postura vegana me fez uma pessoa mais espiritualizada.
Eu fui me sentir mesmo praticando a espiritualidade quando soube que no meu cotidiano através de minhas escolhas eu podia salvar vidas ("não matarás"), eu assim seria mais integro, coerente e verdadeiro comigo, com minha jornada e com o honesto desejo de um dia ter um mundo de Paz ("seja a mudança que quer ver no mundo"). 



Aquilo que antes era baseado em teorias bonitas, mas que parecia não caber na prática, deu espaço para uma realidade permeada de sensibilidade, de compaixão, de respeito e Amor incondicional ("amai ao próximo como a si mesmo"). O voto de sempre optar por aquilo que não trará prejuízo a seres inocentes me fez estar muito mais atento, disciplinado, muito mais presente ("esteja aqui e agora"). E quando as pessoas incomodados por eu estar caminhando na direção do que é certo vinham me hostilizando, tentando agredir, descobri que me tornei uma pessoa bem menos reativa, muito mais tolerante ("deixe eles com seus conflitos, esteja em paz, não se exalte com a crítica ou com o elogio"). 

E toda vez que me apontaram o dedo dizendo que eu era radical, fundamentalista e segregacionista, eu olhava para os olhos de um animal e era tanto amor, pude me sentir, como nunca antes, muito mais alinhado com o Caminho do Meio, conectado com a tal Unidade, me reconhecendo muito mais unido a todos os seres, a Natureza, sem distinção, sem separação. 


Essa postura me tornou mais ético (não é egocentrismo é constatação), deixei de ser uma pessoa especista, deixei de gerar mal ao outro simplesmente para ter prazer, reconheci a importância do feminismo, pude perceber o machismo que havia em mim e não me dava conta, pois era o comportamento normal da sociedade, desenvolvi a sensibilidade para sentir a realidade do racismo nos dias de hoje, em pleno XXI (mesmo não sendo protagonista), meus olhos muito mais focados no Amor tinham agora a capacidade de perceber os preconceitos e discriminações (classismo, xenofobia, homofobia...). Reconheci depois da decisão, que eu estou no mesmo patamar de qualquer ser na Natureza, sou apenas parte de tudo isso, a Natureza não existe para me servir, ela é colaborativa, todos se servem (incluso nós a Ela, pois somos Ela), só que com a inteligência que me obriga a cuidar melhor do planeta, nunca tinha me dado conta de que cuidar do planeta me harmoniza com essa grande Consciência, estou servindo essa Inteligência Oniabrangente. 



A postura vegana me deu consciência e mesmo com todas as teorias espiritualistas que eu carregava, eu vivia iludido, me escondia atrás de justificativas intelectuais para não fazer o óbvio, estava apegado a minha zona de conforto, estava adormecido, essa postura me despertou. Vi inclusive que minhas sombras são enormes, mas ganhei consciência delas. Percebi que dei apenas o primeiro passo para sair da autossabotagem, mas dei esse passo.

Então, quando estamos alinhados com a Verdade, com o coração, estamos em equilíbrio, assim nesse templo (que é meu corpo) habita a saúde e em meu coração habita a alegria e o Amor, em minha mente brilha criatividade e boas intenções e meu ser colabora com o desenvolvimento da vida de todos os seres, oferecendo-lhes liberdade, afeto, carinho, respeito, igualdade. E se isso é bom, me vejo na obrigação de divulgar. 



E isso foi apenas uma consequência de algo muito mais básico e primário, optei por não gerar mais sofrimento e libertar os animais de toda forma de exploração que minhas atitudes e consumo pudessem promover.
Foi primeiro pelo outro, depois eu ganhei tudo isso.


A vida espiritualizada é alinhada com a ética, com a justiça, com o respeito e serviço ao próximo.

Não feche os olhos, faça sua parte!
Om Shanti, Shalom, Amém, Axé _/\_

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